Depois de vencer o Japão de virada, time de Carlo Ancelotti busca vaga nas quartas de final em confronto marcado para 5 de julho, às 17h.
A Seleção Brasileira segue viva na busca pelo hexacampeonato mundial depois de uma vitória sofrida sobre o Japão na segunda fase da Copa do Mundo de 2026. O time venceu por 2 a 1, em partida decidida nos acréscimos com gol de Gabriel Martinelli, que entrou do banco de reservas, garantindo a classificação depois de um jogo equilibrado, no qual o Japão chegou a abrir o placar. O resultado manteve viva a expectativa de torcedores que acompanham cada detalhe da campanha brasileira nos Estados Unidos, mas também trouxe à tona uma dúvida recorrente entre quem segue o time de perto: depois de um caminho relativamente tranquilo na fase de grupos, o Brasil está realmente preparado para enfrentar adversários mais duros nas fases decisivas? A resposta começa a ser respondida no próximo confronto, diante da Noruega, e passa por entender como a equipe chegou até aqui. Gazeta do Povo
Como o Brasil chegou às oitavas de final da Copa
A trajetória da Seleção no torneio começou com um resultado que dividiu opiniões. Vini Jr. marcou o gol brasileiro no empate por 1 a 1 contra Marrocos, na estreia do Grupo C, disputada em 13 de junho. O empate logo na primeira partida gerou certa desconfiança entre torcedores, acostumados a ver a equipe começar os mundiais com vitórias mais tranquilas. Nos jogos seguintes, porém, o time cresceu de produção. Depois de vencer a Escócia por 3 a 0 na terceira rodada, a Seleção fechou a fase de grupos na liderança, com uma campanha que combinou um resultado inicial mais modesto com atuações mais seguras nas partidas seguintes. Essa evolução ao longo da fase de grupos costuma ser lida por comissões técnicas como um sinal positivo, já que mostra a equipe ajustando peças e ganhando entrosamento à medida que o torneio avança, algo especialmente importante em uma edição com calendário mais extenso, já que esta é a primeira Copa disputada com 48 seleções. Gazeta do PovoGazeta do Povo
O desafio ficou mais evidente na fase seguinte, diante do Japão. Apesar do resultado positivo, a partida expôs dificuldades da equipe brasileira contra adversários organizados taticamente. Kaishu Sano abriu o placar para os japoneses, e Casemiro precisou empatar de cabeça ainda no segundo tempo antes da virada nos acréscimos. Esse tipo de jogo, resolvido apenas nos minutos finais, costuma acender um alerta em comissões técnicas, já que mostra que a equipe ainda enfrenta dificuldade para administrar vantagens e fechar partidas com mais tranquilidade. Ainda assim, a capacidade de reverter o placar sob pressão também é vista por analistas como um indicador de força mental do grupo, característica que pode ser decisiva justamente nas fases eliminatórias, quando cada erro custa a permanência no torneio. Gazeta do Povo
O que esperar do confronto contra a Noruega
O próximo desafio da Seleção Brasileira será contra a Noruega, equipe que eliminou a Costa do Marfim na fase anterior, em partida marcada para 5 de julho, às 17h no horário de Brasília. A Noruega chega ao confronto como uma seleção que surpreendeu ao longo do torneio, apoiada em um futebol mais físico e organizado defensivamente, características que costumam incomodar seleções sul-americanas acostumadas a um ritmo de jogo diferente. Para o Brasil, o desafio será encontrar espaços contra uma defesa compacta sem abrir brechas nos contra-ataques, um equilíbrio que a comissão técnica vem tentando ajustar desde a fase de grupos. Gazeta do Povo
O caminho traçado no chaveamento também alimenta a expectativa dos torcedores para as fases seguintes. Caso avance, o Brasil pode encontrar a Inglaterra nas quartas de final, equipe que terminou na liderança do seu grupo, enquanto Brasil e Argentina permanecem no mesmo lado da chave, o que faria os dois times só se encontrarem eventualmente na semifinal. Do outro lado do chaveamento, seleções tradicionais como Alemanha, Espanha, Holanda e França aparecem como favoritas a disputar uma vaga na decisão, o que reforça o tamanho do desafio pela frente caso o Brasil confirme o favoritismo diante dos noruegueses. Cada rodada, a partir de agora, tende a ficar mais difícil, já que o mata-mata elimina qualquer margem para tropeços. CNN Brasil
O que está em jogo para o Brasil buscar o hexacampeonato
Esta é a 23ª edição da Copa do Mundo, e o Brasil segue como maior campeão da história do torneio, com cinco troféus conquistados, um retrospecto que aumenta a pressão sobre o grupo comandado por Carlo Ancelotti a cada fase eliminatória. A grande final está marcada para 19 de julho, no MetLife Stadium, em Nova York, enquanto a disputa pelo terceiro lugar acontece um dia antes, em Miami. Isso significa que, caso avance nas próximas rodadas, o Brasil ainda terá pela frente um caminho de aproximadamente duas semanas de jogos decisivos, com viagens entre cidades e pouco tempo de recuperação entre as partidas, fator que também entra no planejamento físico da comissão técnica. OlympicsOlympics
Para o torcedor, o confronto contra a Noruega funciona como um verdadeiro termômetro. Um resultado positivo contra uma seleção mais fechada taticamente reforçaria a confiança de que o time está pronto para lidar com o aumento de nível típico das fases eliminatórias. Já uma eventual dificuldade repetiria o padrão visto contra o Japão, o que acenderia um alerta às vésperas de confrontos ainda mais complicados. De qualquer forma, o próximo passo da campanha brasileira promete movimentar a torcida e reforça por que esta Copa, disputada pela primeira vez com 48 seleções, já é considerada uma das mais imprevisíveis dos últimos anos.
Fontes consultadas: Olympics.com, CNN Brasil, Gazeta do Povo, FIFA.com