Os acessórios de decoração são os elementos que definem o acabamento de um projeto de interiores, e também os que mais geram dúvidas na hora de escolher. Daugliesi Giacomasi Souza, fundadora da DGdecor, acredita que tapetes, cortinas e objetos decorativos têm o poder de transformar completamente a percepção de um ambiente, mas exigem critério, coerência e conhecimento das regras que regem sua aplicação.
A partir deste artigo, se aborda como fazer essas escolhas com segurança, quais erros são mais comuns, como equilibrar escala e proporção, e de que forma esses elementos se integram à linguagem visual do projeto como um todo.
Como escolher o tapete certo para cada ambiente?
O tapete é um dos elementos com maior impacto visual e funcional em um espaço, pois define zonas, aquece o ambiente e ancora o mobiliário dentro de uma composição. O erro mais frequente é escolher tapetes pequenos demais, que ficam perdidos sob os móveis sem criar a delimitação visual que justifica sua presença. A regra geral é que pelo menos as patas dianteiras dos sofás e cadeiras devem repousar sobre o tapete para que ele cumpra seu papel de unificação do espaço.
Daugliesi Giacomasi Souza orienta que a textura e o material do tapete devem ser escolhidos em função do uso do ambiente. Fibras naturais como sisal e juta combinam com estilos mais orgânicos e rústicos, mas têm menor resistência à umidade. Tapetes de lã são mais duráveis e confortáveis ao toque, ideais para salas e quartos. Já os de vinil ou poliéster são indicados para cozinhas, áreas de serviço e espaços de alto tráfego, onde a praticidade supera a estética.
Quais são os critérios para escolher cortinas com critério de design?
As cortinas exercem três funções simultâneas em um ambiente: controlam a entrada de luz, garantem privacidade e complementam a composição visual do espaço. Para que cumpram essas funções com eficiência, precisam ser escolhidas considerando o pé-direito do ambiente, a largura da janela, o volume de luz desejado e o estilo geral do projeto.

Daugliesi Giacomasi Souza, fundadora da DGdecor, evidencia que uma das regras mais importantes e menos seguidas é a altura de instalação do varão. Fixá-lo próximo ao teto, independentemente da altura real da janela, cria a ilusão de pé-direito mais alto e valoriza o ambiente. A largura do conjunto de cortinas deve ser pelo menos duas vezes a largura da janela para garantir volume e caimento adequados quando abertas.
Como usar objetos decorativos sem sobrecarregar o ambiente?
A curadoria dos objetos decorativos é um dos aspectos mais subjetivos e, ao mesmo tempo, mais determinantes em um projeto de interiores. O excesso de objetos cria poluição visual e compromete a leitura do espaço, enquanto a ausência total resulta em ambientes frios e sem personalidade. O equilíbrio está na seleção criteriosa de peças que se relacionam entre si por material, paleta de cor ou origem estética.
Daugliesi Giacomasi Souza recomenda trabalhar com composições em número ímpar, geralmente três ou cinco elementos de alturas variadas, agrupados de forma que criem ritmo visual sem parecer aleatórios. Vasos, livros, esculturas, bandejas e plantas formam combinações clássicas que funcionam em praticamente qualquer estilo.
De que forma esses elementos se integram à linguagem visual do projeto?
Tapetes, cortinas e objetos decorativos não devem ser escolhidos isoladamente. Eles precisam dialogar com os revestimentos; o mobiliário e a paleta de cores já definidos no projeto para que o resultado seja harmônico e coeso. Um tapete geométrico em um ambiente de linhas orgânicas pode gerar tensão visual. Uma cortina em tecido pesado em um espaço minimalista pode quebrar a leveza buscada no projeto.
Como fundadora da DGdecor, Daugliesi Giacomasi Souza defende que a melhor forma de garantir essa coerência é definir a linguagem visual do ambiente antes de partir para a escolha dos acessórios. Quando o estilo, a paleta e o repertório de materiais estão claros, as decisões sobre tapetes, cortinas e objetos tornam-se muito mais precisas e assertivas. Os acessórios certos não decoram o espaço: eles completam o projeto.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez